Sol ou chuva? Nunca estamos satisfeitos com o tempo. Bom seria se houvesse um dispositivo, de preferência móvel, para podermos manipular a atmosfera bem ao estilo “o todo poderoso”.
Se chove muito começamos a ver bolor em todo o canto. Mas, semanas sem ela nos faz sentir como lagartos no deserto, ressequidos. De fato, nosso clima tropical continental nos reserva para esses meses de inverno pouca ou quase nenhuma gota de chuva. É neste período também que a umidade relativa do ar atinge níveis extremamente baixos. A mãozinha do homem ajuda a piorar a situação, basta lembrar-se da emissão de poluentes pelos carros e fábricas, derrubada de árvores e queimadas, que deterioram a qualidade do ar.
A baixa umidade causa alterações em nosso organismo. Olhos, narinas e pele ressecam mais rapidamente. Desconfortos como náuseas e dores de cabeça também são freqüentes, além de maior incidência de doenças respiratórias e problemas cardiovasculares. É importante se manter hidratado ingerindo muito líquido (de preferência água) e evitar atividades físicas ao ar livre nos horários da tarde, para minimizar esses efeitos.
As tão faladas alterações climáticas, decorrentes do desequilíbrio no aquecimento natural do planeta, poderão prolongar os períodos de estiagem, ou torná-los mais intensos. É preciso que passemos, dentro de nossa possibilidade, a implantar pequenas mudanças em nosso modo de vida para atenuar seus efeitos.
Aqui em Paracatu uma importante medida seria deixar de colocar fogo nos terrenos baldios. A queimada, além de empobrecer o solo, polui o ar, emite fuligem que suja a cidade e ajuda a deteriorar a umidade. Ela prejudica a nossa saúde e ainda pode causar incêndios. Entretanto, apresentamos grande resistência em abandonar velhos hábitos prejudiciais.
Aumentar a área verde com o plantio de gramas e árvores reduz a insolação, gera-se sombra, aumenta a umidade do ar e, de quebra, melhora a drenagem e absorção pelo solo da água das chuvas, minimizando até as enchentes. Pode ser feito nos quintais, nas calçadas e onde mais couber. Também é vital se criar novos espaços como praças e parques para melhorar o micro-clima urbano, consecutivamente, a qualidade de vida dos citadinos.
“Pensar globalmente e agir localmente” é o lema do século XXI. Nas próximas décadas iremos conviver com situações adversas em decorrência de um clima menos previsível. Árvores levam tempo para crescer e tempo é algo que não temos em abundância.
As minhas árvores estão sendo plantadas, cadê a sua?
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